Pró-governo diz que morte de Mulher Banana revela legado pioneiro no funk carioca

Julyana de Souza Pontes morreu aos 49 anos, em Nova Iguaçu. Homenagens destacam como sua irreverência, visibilidade trans e passagem pela Furacão 2000 abriram caminhos no funk.
Pró-governo diz que morte de Mulher Banana revela legado pioneiro no funk carioca

Pró-governo diz que morte de Mulher Banana revela legado pioneiro no funk carioca
A cantora Julyana de Souza Pontes, conhecida como Mulher Banana e Garota X, morreu aos 49 anos em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo familiares, ela foi encontrada morta em casa, no bairro Engenho Pequeno. Uma sobrinha informou que o atestado de óbito registrou morte súbita; a Polícia Civil ainda não havia se manifestado quando a reportagem foi publicada.

As duas abordagens sobre sua trajetória convergem em um ponto: Julyana não foi apenas uma personagem popular dos anos 2000. Ela esteve entre as primeiras mulheres trans a alcançar projeção no funk carioca, impulsionada pela Furacão 2000 e pelo sucesso de Mulher Banana, faixa que lhe deu o nome artístico.

Enquanto uma cobertura enfatiza essa projeção, as homenagens e seu trabalho de acolhimento de gatos, a outra amplia o foco para o impacto cultural de sua presença. MC Xuxú, que gravou com Julyana, definiu-a como “uma travesti que fez história” e afirmou que ela “abriu caminhos e ocupou espaços”. Tati Quebra Barraco também lamentou: “Uma grande perda para o mundo do funk!”.

O contraste está menos nos fatos do que no enquadramento. De um lado, aparece a artista ligada à máquina de sucessos da Furacão 2000, lembrada ainda em referências carnavalescas e por sua dedicação aos animais. De outro, ganha força a pioneira cuja irreverência e visibilidade desafiaram a escassez de espaço para artistas trans.

Juntas, as narrativas desenham um legado que ultrapassa um hit: Mulher Banana transformou exposição popular em presença histórica. Sua morte encerra uma trajetória breve, mas deixa no funk uma marca que colegas e admiradores agora reivindicam como parte da memória cultural do Rio.

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