Pró-governo diz que Hamilton desafia o tempo e ameaça adiar o título no México
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Uma das coberturas definiu a classificação de Lewis Hamilton como uma “tarde heroica”, destacando o fim de um jejum de três anos sem poles. A dimensão esportiva sustenta o entusiasmo: com 1m16s514, o piloto da Ferrari superou George Russell por apenas 0s009 e assegurou a 105ª pole da carreira.
O resultado encerrou uma espera de 77 grandes prêmios. Hamilton não largava na frente desde o GP da Hungria de 2023, quando ainda defendia a Mercedes, e também devolveu a Ferrari à posição de honra pela primeira vez desde a pole de Charles Leclerc na Hungria de 2025. Gabriel Bortoleto, por outro lado, parou no Q2 e ficou em 14º.
Outra leitura enfatiza menos o intervalo e mais a longevidade. Aos 41 anos, nove meses e 25 dias, Hamilton tornou-se o “primeiro piloto a fazer uma pole position tendo mais de 40 anos” neste século. Ele agora ocupa o quinto lugar entre os pilotos mais velhos a conquistar uma pole na história da Fórmula 1, lista liderada por Giuseppe Farina, que tinha 47 anos em 1954.
A façanha, porém, divide o palco com a disputa do campeonato. Kimi Antonelli larga em quarto e lidera o Mundial com 365 pontos, 123 à frente de Russell e 124 de Hamilton. O italiano será campeão se terminar até a nona posição; se ficar fora do top 9 e Hamilton ou Russell vencerem, a decisão seguirá para São Paulo.
Assim, a mesma pole carrega duas narrativas. Para Hamilton, é a prova de que idade e jejum não apagaram sua velocidade. Para Antonelli, é um obstáculo administrável numa corrida em que nem sequer precisa do pódio para sair campeão.
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