Trump descarta encontro com Flávio, mas diz que ele pode ficar nos EUA
Trump descarta encontro com Flávio, mas diz que ele pode ficar nos EUA
Donald Trump afastou a possibilidade de receber Flávio Bolsonaro, mas deixou claro que não pretende fechar-lhe as portas dos Estados Unidos. “Sem planos de encontrar, mas acho que ele foi tratado muito mal. Muito mal. Então ele pode ficar aqui o tempo que quiser”, afirmou o presidente americano em Mar-a-Lago, na Flórida.
A aparente distância pessoal contrasta com o respaldo político. Trump voltou a criticar a eleição brasileira, classificando-a como uma “desgraça”, e disse que Flávio foi tratado “de forma mesquinha”. Os relatos pró-governo ressaltam que essas suspeitas foram apresentadas sem provas e contrapõem as declarações ao resultado oficial confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Já a cobertura de oposição dá maior peso à avaliação de injustiça feita por Trump e à autorização concedida ao senador. Esses textos destacam que Flávio chegou aos EUA após perder a disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva e em meio a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para apreensão de seu passaporte.
As versões também divergem na escolha das palavras: algumas descrevem a saída como “fuga”; outras, simplesmente como viagem. O ponto factual comum é a negativa de participação operacional do governo americano. “Não estávamos envolvidos em nenhum dos acordos ou preparativos que ele fez para deixar o país”, declarou o secretário de Estado Marco Rubio.
Essa negativa, porém, tem um limite importante. Rubio confirmou que Trump decidiu permitir a entrada e que Flávio receberia uma autorização temporária caso chegasse à alfândega americana. Assim, Washington procura separar duas ações: nega ter organizado a saída do Brasil, mas assume ter aberto o caminho para a permanência nos Estados Unidos.
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