Ida de Flávio aos EUA abre batalha para cortar salário e verbas
Ida de Flávio aos EUA abre batalha para cortar salário e verbas
Duas ações populares colocaram sob pressão o salário e a estrutura parlamentar de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Protocolados na Justiça Federal, os pedidos querem suspender o subsídio do senador, a verba de gabinete, o auxílio-moradia e os repasses da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (CEAPS).
Os advogados Leonardo Nicolau Passos Marinho e Rodrigo da Silva Roma afirmam que a permanência de Flávio nos Estados Unidos compromete o exercício regular do mandato, fere a moralidade administrativa e provoca lesão ao erário. Para eles, manter recursos e funcionários à disposição de um parlamentar que pretende comandar do exterior a oposição ao governo representaria desvio de finalidade. O processo foi distribuído à 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro.
Há consenso entre as coberturas sobre o conteúdo da ação, mas um contraste claro na descrição da partida. Uma delas informa que o senador viajou com a família na terça-feira, 27, e disse sentir-se ameaçado por eventuais decisões do Supremo Tribunal Federal. Também menciona um pedido da Polícia Federal para retenção de passaporte e restrição de saída do país.
A outra adota uma leitura mais dura: afirma que Flávio “fugiu para os Estados Unidos” depois de perder a eleição presidencial e de uma decisão do STF que o obrigava a entregar os passaportes à Polícia Federal. Nessa versão, a promessa de que ele “liderará a oposição” do exterior reforça o argumento de que os pagamentos perderam sua finalidade pública.
Assim, a disputa não se limita ao dinheiro. De um lado, a viagem é apresentada como reação ao receio de medidas judiciais; de outro, como afastamento incompatível com o mandato. A Agência Brasil informou que procurava a assessoria do senador e mantinha espaço aberto para sua manifestação.
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