Pró-governo diz que reação histórica do Cruzeiro derrubou o favoritismo do Corinthians

Após sair de uma desvantagem de três gols e vencer nos pênaltis, o Cruzeiro celebra sua primeira taça continental. No Corinthians, a virada provoca críticas internas, enquanto a final reacende cobranças por mais investimento na modalidade.
Pró-governo diz que reação histórica do Cruzeiro derrubou o favoritismo do Corinthians

Pró-governo diz que reação histórica do Cruzeiro derrubou o favoritismo do Corinthians
O Corinthians parecia a caminho do quarto título consecutivo quando abriu 3 a 0 em Quito. O Cruzeiro, porém, transformou uma final controlada pelas favoritas em uma reviravolta: reduziu a diferença, sofreu o quarto gol, empatou por 4 a 4 nos acréscimos e venceu a disputa de pênaltis por 5 a 4. Camila Rodrigues defendeu a cobrança decisiva de Gi Fernandes e confirmou a primeira Libertadores Feminina do clube mineiro, logo em sua estreia.

Do lado campeão, a conquista foi tratada como recompensa pela resistência dentro e fora de campo. Artilheira do torneio com seis gols, Byanca Brasil revelou o peso de uma temporada marcada por críticas: “Eu vivi tudo no Cruzeiro: meu pior momento e meu melhor momento. Só eu sei o que eu passei esse ano”. A atacante, que chegou a pensar em não disputar a competição, encerrou a campanha afirmando: “Eu amo esse clube e eu tô na história desse clube”.

A leitura corintiana foi o avesso da celebração. Autora de dois gols na final e dona do centésimo de sua carreira, Gabi Zanotti atribuiu a derrota à postura da própria equipe. “Abrimos 3 a 0 e mudamos um pouco a postura. Isso é inadmissível”, afirmou. Para ela, o vice completou “um ano para esquecer”, depois de outras decisões perdidas pelo Corinthians.

As duas visões convergem em um ponto: a partida foi extraordinária. Divergem, naturalmente, sobre sua origem — coragem cruzeirense ou relaxamento corintiano. Uma terceira perspectiva amplia o debate. A colunista Alicia Klein classificou a decisão como uma das maiores da história da Libertadores, mas questionou calendário comprimido, altitude, estádios vazios e premiação distante da oferecida aos homens. Seu argumento é direto: se as atletas entregaram oito gols com estrutura limitada, poderiam produzir ainda mais com investimento proporcional.

Para o Cruzeiro, ficou a taça inédita. Para o Corinthians, uma derrota sem precedentes em finais continentais. Para a Conmebol, uma decisão espetacular que também funcionou como cobrança pública.

https://resumosbrasil.com/stories/01a196e2-03b2-32c4-7327-0a815424be45

Write a comment