Trump abre as portas dos EUA a Flávio, mas evita encontro
Trump abre as portas dos EUA a Flávio, mas evita encontro
Donald Trump abriu a porta dos Estados Unidos a Flávio Bolsonaro, mas manteve distância pessoal. Questionado sobre uma possível reunião, respondeu: “Sem planos de encontrá-lo”, antes de afirmar que o senador teria sido tratado “muito mal” e poderia ficar no país “o tempo que quiser”. Também classificou a eleição brasileira como “uma desgraça”.
Na cobertura de oposição, a declaração aparece como respaldo à versão de que Flávio enfrenta uma ofensiva judicial. Um dos textos afirma que Alexandre de Moraes iniciou uma “perseguição” com o objetivo de prendê-lo após a derrota eleitoral. Outro destaca que Marco Rubio negou participação direta de Washington nos preparativos, mas reconheceu que Trump havia garantido a entrada do senador caso ele chegasse à alfândega americana.
Os veículos pró-governo contam a mesma sequência por outro ângulo. A viagem é descrita como “fuga”, e a fala de Trump sobre o pleito é apresentada como uma suspeita sem provas, em contraste com o resultado oficial confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral e reconhecido pelo próprio PL.
Essa cobertura também ressalta que Flávio teria deixado o Brasil após descumprir uma decisão para entregar o passaporte. Segundo o relato, ele e a família receberam autorização condicional para permanecer nos EUA. Rubio resumiu a posição americana com uma negativa direta — “Não facilitamos nada” — embora tenha confirmado que Trump decidiu permitir sua entrada.
As duas leituras convergem num ponto: Trump ofereceu proteção política e permanência, não proximidade pública. A divergência está no significado da viagem — refúgio diante de uma alegada injustiça, para um lado; saída sob pressão judicial, para o outro.
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