Mensagens colocam policial sob suspeita no caso Cariani, mas defesa prevê absolvição

Promotoria aponta vazamento de dados e interferência em inquérito, enquanto Cariani nega participação no esquema de insumos químicos e diz confiar em um julgamento favorável.
Mensagens colocam policial sob suspeita no caso Cariani, mas defesa prevê absolvição

Mensagens colocam policial sob suspeita no caso Cariani, mas defesa prevê absolvição
As duas reportagens apresentam versões muito próximas do caso, embora descrevam de forma ligeiramente diferente o estágio da apuração. Uma afirma que a Polícia Civil de São Paulo vai investigar André Dziuba; a outra diz que o procedimento já foi aberto. Em comum, está a acusação do Ministério Público: mensagens encontradas no celular de Renato Cariani indicariam que o policial forneceu informações sobre diligências e tentou dificultar o avanço de um inquérito. A Corregedoria deve realizar análises, oitivas e outras diligências.

A Promotoria sustenta que a relação ultrapassava um contato institucional. Segundo o órgão, havia pedidos pessoais, obtenção de suplementos para o joelho do investigador e consultas sobre fiscalizações. Ao mesmo tempo, Dziuba teria repassado dados sigilosos e atuado para esvaziar uma investigação anterior contra Cariani. Para o Ministério Público, essa “articulação mútua” seria incompatível com a função pública. A defesa do policial não foi localizada para comentar.

O embate central, porém, vai além da conduta do agente. O Ministério Público pediu a condenação de Cariani por tráfico de matéria-prima, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A investigação aponta o desvio de 12 toneladas de insumos químicos, potencialmente suficientes para produzir cerca de 15 toneladas de cocaína e crack, além de 59 movimentações financeiras que somariam quase R$ 2,5 milhões em espécie.

Cariani nega as acusações e afirma que sua empresa foi “vítima de fraude”. Sua defesa diz ter recebido o pedido de condenação “com naturalidade” e promete demonstrar que as teses da Promotoria são improcedentes, sustentando que um exame isento das provas levará à absolvição. O MP também pediu a condenação de Fábio Spinola Mota, cuja defesa contesta a denúncia, e a absolvição de Roseli Dorth. Agora, caberá às defesas apresentarem as alegações finais antes da sentença.

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