Pró-governo diz que Antonelli calou os críticos e virou o campeão mais jovem da F1
Pró-governo diz que Antonelli calou os críticos e virou o campeão mais jovem da F1
Kimi Antonelli não precisou vencer no México para fazer história. O terceiro lugar, atrás de Max Verstappen e Lewis Hamilton, garantiu ao italiano o Mundial de Fórmula 1 de 2026 com quatro etapas de antecedência. Aos 20 anos, ele tornou-se o campeão mais jovem da categoria e encerrou um jejum italiano que durava desde Alberto Ascari, em 1953. Gabriel Bortoleto resumiu o impacto geracional: “É muito legal ver alguém da minha geração conquistar um título na F1”.
Os números reforçam a dimensão do feito. Em apenas sua segunda temporada, Antonelli superou com ampla margem o recorde de Sebastian Vettel, campeão aos 23 anos, e entrou no seleto grupo de pilotos que conquistaram a taça com quatro corridas ainda no calendário.
Há, porém, duas leituras para a campanha. Uma destaca a superioridade da Mercedes, as várias quebras sofridas por George Russell e um regulamento no qual o gerenciamento de energia ganhou enorme importância. A outra sustenta que Antonelli transformou essas condições em vantagem porque assimilou o novo carro mais rapidamente e manteve o ritmo mesmo quando a equipe deixou de dominar.
A conquista também valida a aposta de Toto Wolff, que apoiou o piloto desde a adolescência e ignorou as dúvidas sobre promovê-lo tão cedo. O chefe da Mercedes admitiu que o desempenho de 2026 superou até suas expectativas: “A maneira como ele começou com tudo este ano foi uma surpresa para todos, para mim também”.
Assim, o melhor carro explica parte do título, mas não toda a diferença para Russell. Antonelli somou nove vitórias, liderou o campeonato desde o GP do Japão e raramente desperdiçou oportunidades. A avaliação mais favorável ao novo campeão é direta: “Isso não é sorte de campeão. É consistência de campeão”.
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