Relatos de operação internacional para Flávio Bolsonaro esbarram em negativa dos EUA

Reportagens descrevem alertas, jatos e agentes mobilizados na Argentina para viabilizar a viagem do senador a Miami. Marco Rubio admite uma permissão especial, mas nega coordenação americana.
Relatos de operação internacional para Flávio Bolsonaro esbarram em negativa dos EUA

Relatos de operação internacional para Flávio Bolsonaro esbarram em negativa dos EUA
As versões convergem sobre o destino — Miami — e a passagem por Puerto Iguazú, mas diferem na escala da operação que teria permitido a saída de Flávio Bolsonaro e sua família.

Na perspectiva pró-governo, o episódio começa com um alerta enviado da Argentina às 23h50. Segundo uma das reportagens, trabalhadores ligados a sindicatos peronistas identificaram um Gulfstream da Baires Fly previsto para decolar às 2h30, levando o senador, a mulher e as duas filhas. Um aliado de Lula teria avisado o presidente, a Polícia Federal e outras autoridades, mas, segundo o relato, “a República dormia”. A informação foi então repassada ao Infobae, adiando a viagem por um dia.

Outra publicação apresenta a mesma sequência como uma “alternativa de contenção”: diante da impossibilidade de resposta imediata do governo brasileiro, a exposição pública teria desorganizado a logística e forçado o adiamento da decolagem.

Já o relato atribuído ao jornal argentino Clarín amplia radicalmente o cenário. Agentes americanos teriam assumido temporariamente parte do aeroporto, afastado funcionários locais e coordenado procedimentos com apoio do governo de Javier Milei. Santiago Caputo, assessor do presidente argentino, teria sido enviado a Misiones, enquanto quatro jatos e diferentes veículos seriam usados como alternativas ou distrações.

Há, portanto, uma diferença central: as primeiras reportagens destacam o vazamento que atrasou a partida; a versão do Clarín descreve uma engrenagem internacional destinada a garantir que ela acontecesse.

Marco Rubio contesta esse ponto decisivo. O secretário de Estado americano afirmou que Donald Trump autorizara uma permissão especial para Flávio permanecer nos Estados Unidos caso chegasse ao país, mas negou que o governo americano tivesse coordenado a operação. As dúvidas agora recaem sobre onde termina a autorização política e onde começaria uma eventual participação operacional.

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