Rio recua, e passarela das Cataratas reabre sob vigilância
Rio recua, e passarela das Cataratas reabre sob vigilância
A Passarela das Cataratas do Iguaçu voltou a receber visitantes em 31 de outubro, depois de permanecer fechada por 20 dias devido à cheia do Rio Iguaçu. A liberação ocorreu quando a vazão caiu para cerca de 6,8 milhões de litros por segundo e os guarda-corpos, retirados para facilitar a passagem da água, foram reinstalados. Segundo a concessionária Urbia+Cataratas, “após avaliação por profissionais especializados e reinstalação dos guarda-corpos, a estrutura está apta para receber visitantes”.
As coberturas classificadas como pró-governo concentram-se na dimensão da cheia e nos critérios técnicos. O acesso havia sido bloqueado quando o fluxo superou 8,5 milhões de litros por segundo. Em 26 de outubro, chegou a 17,7 milhões — o maior volume de 2026 e cerca de 11 vezes a média histórica de 1,5 milhão. Antes da abertura, o gerente de Segurança e Saúde no Trabalho do parque, André Vieira, afirmou que a equipe realizava uma “avaliação técnica rigorosa”, com vistoria de toda a estrutura.
A cobertura vinculada à oposição apresenta os mesmos números e também descreve a interdição como preventiva, sem contestar a avaliação técnica. A diferença está no foco: destaca que a reabertura coincidiu com o feriado de Finados, quando o parque adotaria horário ampliado, e associa a retomada ao avanço da visitação. Até 14 de junho, o local havia recebido pouco mais de 1 milhão de pessoas em 2026, alta de 13,84% sobre igual período do ano anterior.
Não há, portanto, divergência relevante sobre o diagnóstico: a estrutura foi considerada segura, mas a normalidade permanece condicionada ao rio. O monitoramento continua em tempo real, e uma vazão de 8 milhões de litros por segundo com tendência de alta poderá fechar novamente a passarela que conduz ao mirante da Garganta do Diabo.
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