Pró-governo diz que Grêmio cirúrgico deixa Atlético-MG contra a parede
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O placar foi contundente; o roteiro, bem mais equilibrado. O Grêmio venceu o Atlético-MG por 2 a 0 na Arena, com gols de Carlos Vinícius e Noriega, depois de transformar em gol suas duas primeiras chegadas perigosas. Com mais posse, o time mineiro pressionou, mas esbarrou na defesa gaúcha e em Weverton.
A leitura favorável ao Grêmio destaca um plano executado com frieza. A equipe fechou espaços, acelerou nos contra-ataques e explorou a capacidade de Carlos Vinícius para atuar isolado. Casagrande definiu o resultado como uma vitória “na base da precisão, do aproveitamento e da objetividade”: foram dois chutes no alvo e dois gols.
Weverton foi decisivo nos dois extremos do campo. Além de defender as investidas atleticanas, cobrou rapidamente o tiro de meta que encontrou Carlos Vinícius no ataque. O centroavante dominou, cortou a marcação e finalizou no canto. Logo no início do segundo tempo, uma triangulação pela direita terminou com Noriega ampliando.
Do outro lado, Renan Lodi contestou a superioridade sugerida pelo resultado. “O jogo deles se resumiu a Weverton e Carlos Vinícius”, afirmou o lateral, sustentando que o Atlético-MG jogou bem nos dois tempos. Ele também reconheceu que a ausência de um centroavante dificultou a retenção da bola no ataque, mas insistiu: “Temos totais condições de reverter esse placar”.
As versões divergem sobre o desempenho, mas convergem num ponto: a eficiência decidiu. O Grêmio pode até perder por um gol na volta; o Atlético precisa ganhar por dois para levar a disputa aos pênaltis ou por três para avançar diretamente. A vantagem é gaúcha — a confiança na reação, mineira.
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