Pró-governo diz que eficiência do Grêmio expôs a fragilidade do Atlético-MG
Pró-governo diz que eficiência do Grêmio expôs a fragilidade do Atlético-MG
O placar mostrou um Grêmio dominante; as estatísticas, quase o oposto. Com apenas 33% de posse, o time gaúcho venceu o Atlético-MG por 2 a 0 em Porto Alegre e abriu vantagem na semifinal da Copa do Brasil. Carlos Vinícius e Noriega marcaram, enquanto os visitantes terminaram com 21 finalizações, 14 escanteios e nenhum gol — números que, diante da fragilidade defensiva, “dizem pouco”, segundo a análise da partida.
A leitura favorável ao Grêmio destaca um ataque “cirúrgico”: a equipe converteu as duas oportunidades criadas em cerca de 50 minutos e, depois, protegeu a área. Weverton ainda foi decisivo nas duas pontas, lançando Carlos Vinícius no primeiro gol e fazendo defesas importantes quando o Atlético aumentou a pressão.
Renato Portaluppi rejeitou a ideia de acaso. “Muita gente vai pensar que nós achamos o gol do Carlos Vinícius, mas é treinado”, afirmou o técnico, explicando que o lançamento direto do goleiro fazia parte de jogadas repetidas nos treinos. Ao mesmo tempo, evitou triunfalismo: “Não tem nada ganho. Jogamos os primeiros 90 minutos aqui. Agora nós temos mais 90 minutos lá em Belo Horizonte.”
No campo atleticano, o contraste é incômodo. A equipe circulou a bola, atacou sobretudo pelo lado esquerdo e criou chances com Bernard, Renan Lodi, Minda e Vitor Hugo, que acertou o travessão no fim. Porém, erros de Lyanco e Léo Duarte abriram caminho para o primeiro gol, e Noriega apareceu sem marcação no segundo.
O cenário para a volta é claro: o Grêmio pode perder por um gol e ainda avançar; o Atlético precisa vencer por três para se classificar diretamente. Uma vitória mineira por dois leva a decisão aos pênaltis. Eficiência contra volume definiu a ida. Em Belo Horizonte, o Atlético terá de transformar pressão em gols — e evitar que o Grêmio volte a castigar cada falha.
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