Celular entrega candidato que usava IA em concurso para delegado no Maranhão

Fiscal identificou o uso irregular do aparelho durante a prova em São Luís. O candidato foi autuado por fraude em concurso público e ficou à disposição da Justiça.
Celular entrega candidato que usava IA em concurso para delegado no Maranhão

Celular entrega candidato que usava IA em concurso para delegado no Maranhão
Um candidato ao cargo de delegado da Polícia Civil do Maranhão foi preso em flagrante após ser descoberto usando um celular e uma ferramenta de inteligência artificial durante a prova. O exame era aplicado em uma faculdade particular de São Luís quando um fiscal percebeu o que a polícia classificou como “uso irregular do aparelho celular”.

De um lado, a IA teria sido empregada como um atalho: segundo as informações apuradas, o homem tentava resolver questões do concurso com o auxílio da ferramenta. Do outro, a fiscalização tratou a conduta não como mera quebra de protocolo, mas como suspeita de fraude em um processo seletivo público.

Uma equipe policial que permanecia de prontidão no local foi acionada. O candidato — cuja identidade não foi divulgada — acabou conduzido ao Plantão Central das Cajazeiras, onde foram adotados os procedimentos legais. Ele foi autuado com base no artigo 311-A do Código Penal, que trata de “fraudes em concursos públicos”.

A verificação dos antecedentes também apontou um registro criminal anterior por violência doméstica. Depois do flagrante e dos procedimentos de praxe, o homem permaneceu à disposição da Justiça.

O caso expõe um contraste cada vez mais presente: enquanto ferramentas de IA se popularizam como instrumentos de consulta e produtividade, seu uso clandestino em avaliações pode transformar uma aparente vantagem tecnológica em caso de polícia. Em um concurso destinado justamente à carreira de delegado, a tentativa terminou antes do resultado da prova — e diretamente no plantão policial.

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