Pró-governo diz que Carol Castro transformou a dor constante em uma missão pública
Pró-governo diz que Carol Castro transformou a dor constante em uma missão pública
Carol Castro diz sentir dor durante todo o dia. O diagnóstico de fibromialgia, porém, só veio após uma extensa investigação, com exames de sangue, avaliação do histórico familiar e uma consulta de cerca de duas horas com um reumatologista. A resposta trouxe alívio: “Foi um certo alívio porque me deu um nome. Eu não tô doida”.
As reportagens coincidem sobre a persistência dos sintomas, mas lançam luz sobre aspectos distintos. Uma enfatiza a busca médica e a constatação mais dura da atriz: “Eu sinto dor 24 horas por dia e fico lutando contra”. Outra concentra-se no contexto em que os sinais foram ignorados — entre gravações, luto e recuperação de uma grave lesão no joelho.
Carol perdeu o pai, o ator Luca de Castro, em dezembro de 2023. Na mesma fase, havia rompido o ligamento cruzado anterior e fraturado a tíbia durante um trabalho. Ainda assim, seguiu filmando por sentir que mais de 100 profissionais dependiam da continuidade da produção. Depois, já em reabilitação, aceitou interpretar Clarice em Garota do Momento, papel física e emocionalmente exigente.
O contraste central está entre a antiga disposição de ultrapassar limites e a nova necessidade de reconhecê-los. Antes, dores de cabeça eram atribuídas à sinusite ou ao excesso de trabalho; os incômodos no joelho, ao salto alto usado em cena. Agora, Carol investe em exercícios, prevenção e identificação de gatilhos.
A atriz também decidiu enfrentar o receio de que revelar a condição prejudique sua carreira. Em vez do silêncio, escolheu a exposição: afirma sentir-se “quase numa missão” de disseminar informações e ajudar outras pessoas. Sem prometer cura, ela apresenta o diagnóstico como ponto de virada — não o fim da dor, mas o começo de uma convivência mais consciente com o próprio corpo.
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