Pró-governo diz que Corinthians desafia veto da Conmebol a Seedorf
Pró-governo diz que Corinthians desafia veto da Conmebol a Seedorf
A controvérsia gira em torno de uma conta aparentemente simples, mas interpretada de maneiras opostas. A Conmebol exige três anos — 36 meses — de atuação profissional para reconhecer a Licença UEFA Pro de Clarence Seedorf. As passagens por Milan, Shenzhen, Deportivo La Coruña e seleção de Camarões somariam aproximadamente 27 meses, deixando o holandês abaixo do mínimo. Em tese, isso o impediria de comandar o Corinthians à beira do gramado.
O clube contesta esse cálculo restrito aos trabalhos como técnico. Em comunicado, afirmou entender que Seedorf “reúne currículo e condições que atendam todos os critérios solicitados pela CONMEBOL” e anunciou o envio de novos documentos à CBF, encarregada de pedir a revisão do caso.
É aí que as duas leituras se chocam. A confederação sul-americana considera insuficiente a experiência acumulada nos bancos; o Corinthians quer ampliar a análise para incluir os três anos de Seedorf no Conselho de Supervisão da Federação Holandesa e sua atuação como professor em cursos para treinadores da Uefa. O clube acredita que essas atividades podem completar um currículo que, em sua avaliação, vai além da soma de meses como treinador principal.
Também há divergência sobre o efeito imediato da negativa. Uma interpretação aponta que Seedorf não teria autorização para permanecer na área técnica. O Corinthians, porém, sustenta que o processo continua em andamento e que a publicação do nome do treinador no Boletim Informativo Diário da CBF permite a continuidade normal do trabalho.
Enquanto a CBF avalia os próximos passos, o clube prepara Seedorf para o clássico contra o São Paulo. Assim, a discussão deixa de ser apenas burocrática: de um lado está a regra objetiva dos 36 meses; do outro, a tentativa de fazer a Conmebol reconhecer uma experiência profissional mais ampla.
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