Pró-governo diz que risco de queda selou a demissão de Jair Ventura no Vitória
Pró-governo diz que risco de queda selou a demissão de Jair Ventura no Vitória
O Vitória escolheu o choque de gestão no momento mais delicado da temporada. Após quatro partidas sem vencer e a derrota para o Coritiba, o clube demitiu Jair Ventura com a equipe na 14ª posição do Brasileirão, somando 38 pontos — apenas dois acima do Corinthians, primeiro time na zona de rebaixamento.
A justificativa esportiva é clara: o Rubro-Negro tem a 17ª campanha do segundo turno, venceu somente três de 14 jogos e ainda não triunfou como visitante. Ao mesmo tempo, a nota oficial reconheceu que Jair e seus auxiliares tiveram “papel decisivo” na permanência na Série A em 2025, além de conquistarem a Copa do Nordeste e alcançarem as quartas de final da Copa do Brasil em 2026.
É justamente aí que as duas leituras se encontram — e se afastam. Clube e treinador valorizam o saldo histórico do trabalho, mas o Vitória prioriza o risco imediato. Jair, por sua vez, enfatizou as conquistas: “Hoje encerro um ciclo profissional em que fui muito feliz”, escreveu, recordando a missão de evitar o rebaixamento, o título regional e os “momentos incríveis no Barradão lotado”.
O retrospecto ajuda a explicar a ambiguidade. Jair deixa o cargo após 69 partidas, com 30 vitórias, 12 empates, 27 derrotas e 49,2% de aproveitamento. Foi o treinador que salvou o clube em 2025 e impulsionou o primeiro semestre seguinte, mas também comandou a queda de rendimento que voltou a aproximar a equipe do Z4.
A demissão ainda insere o Vitória na ciranda de técnicos do campeonato: Jair tornou-se o 21º comandante a deixar um clube nesta edição, enquanto apenas cinco equipes mantêm o mesmo treinador desde a primeira rodada. Agora, o sucessor terá cinco jogos para transformar a ruptura em permanência — começando pelo confronto com o Fluminense, no Barradão.
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