Novo laudo aumenta a pressão sobre o STF para mandar pai de Vorcaro para casa
Novo laudo aumenta a pressão sobre o STF para mandar pai de Vorcaro para casa
A defesa de Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, voltou ao Supremo Tribunal Federal com dois argumentos: a prisão preventiva estaria se prolongando sem revisão e a saúde do empresário, de quase 65 anos, poderia sofrer uma complicação grave.
Os relatos apresentados pelas duas perspectivas convergem no ponto central. Preso desde 14 de maio na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), Henrique tem histórico de diverticulite, hipertensão e doença arterial coronariana. Um relatório de 28 de outubro também registra internações anteriores e uma cirurgia intestinal indicada, mas não realizada. O médico Marcos Henrique Rocha Campos advertiu que uma perfuração intestinal exige “diagnóstico preciso, rápido e intervenção cirúrgica na maioria dos casos”.
A diferença está na ênfase. A cobertura de oposição ressalta a alegação de que Henrique permaneceu 172 dias preso sem uma decisão “atual e individualizada” sobre a necessidade da custódia. Também recupera a versão da Polícia Federal: ele teria financiado e solicitado serviços de integrantes do grupo conhecido como “A Turma”, investigado por ameaças, intimidação e obtenção ilegal de informações sigilosas.
Já a cobertura pró-governo detalha com maior amplitude a resposta dos advogados. Além de negar ameaças ou coação de testemunhas, a defesa sustenta que a prisão nasceu de mensagens sobre negócios imobiliários interpretadas fora de contexto. “A prisão preventiva do Peticionário carece de base idônea”, afirma a petição, que aponta “fartos elementos documentais” contra as suspeitas.
Em comum, as duas versões mostram uma estratégia defensiva ampliada: revogação da prisão, transferência para o regime domiciliar ou adoção de medidas cautelares alternativas. Também informam que a detenção foi determinada pelo ministro André Mendonça na Operação Compliance Zero e confirmada pela Segunda Turma do STF. O novo laudo eleva a urgência médica, mas a palavra final continua com o Supremo.
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