Pró-governo diz que protocolo da CBF explica silêncio sobre VAR, mas Vasco vê arbitragem “vergonhosa”
Pró-governo diz que protocolo da CBF explica silêncio sobre VAR, mas Vasco vê arbitragem “vergonhosa”
A CBF não divulgará os áudios do VAR sobre o possível pênalti para o Vasco na derrota por 1 a 0 diante do Palmeiras, pela ida da semifinal da Copa do Brasil. A análise será apresentada diretamente aos clubes na reunião semanal da entidade, sem publicação para o público.
A justificativa é protocolar: como Anderson Daronco viu o toque da bola no braço de Alexander Barboza, mandou o jogo seguir e não foi chamado ao monitor, a conversa entre campo e cabine permanece reservada. A interpretação atribuída ao árbitro é que houve uma disputa pela bola, não um movimento de bloqueio. O braço estaria relativamente baixo, apesar de aberto.
O contraste está na leitura do Vasco. Jogadores protestaram ainda no gramado, e o presidente Pedrinho procurou Daronco no túnel. Depois, o diretor Admar Lopes classificou a arbitragem como “vergonhosa”. Para PC Oliveira, comentarista de arbitragem do Grupo Globo, houve erro e o pênalti deveria ter sido marcado. O clube também contestou o segundo amarelo que expulsou Saldívia, desfalque confirmado para a partida de volta.
No Palmeiras, a reação foi mais irônica. Lucas Evangelista viralizou ao levantar o braço imediatamente após o lance, gesto interpretado como um pedido de toque de mão. Nas redes sociais, explicou: “Eu juro que vi a bola batendo na mão do jogador deles rapaziada, foi mal”. Abel Ferreira, por sua vez, recusou-se a comentar a arbitragem.
As versões convergem apenas num ponto: Daronco viu a jogada. Para a CBF, isso sustenta a não intervenção do VAR; para o Vasco e analistas que discordam da decisão, torna a ausência de transparência ainda mais incômoda. O clube poderá pedir acesso ao áudio, mas a iniciativa não partirá da entidade.
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