Oposição diz que venda do KC-390 à Grécia consolida avanço bilionário da Embraer na Europa
Oposição diz que venda do KC-390 à Grécia consolida avanço bilionário da Embraer na Europa
A Embraer garantiu um contrato de cerca de €590 milhões — aproximadamente R$ 3,6 bilhões — para fornecer três KC-390 Millennium ao Ministério da Defesa Nacional da Grécia. O acordo inclui a opção de mais três unidades, o que poderá elevar a encomenda a seis aviões.
De um lado, a fabricante brasileira destaca o peso comercial e simbólico da escolha. A Grécia torna-se o sétimo país europeu a selecionar o cargueiro, juntando-se a Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, República Tcheca e Suécia. Para Bosco da Costa Junior, presidente da Embraer Defesa & Segurança, “o desempenho comprovado, a confiabilidade e a eficiência operacional do KC-390 fazem dele a escolha ideal para países que buscam aprimorar suas capacidades operacionais”.
Do outro, Atenas enxerga uma mudança prática em sua estrutura militar. O KC-390 poderá transportar até 26 toneladas, operar em pistas temporárias ou não pavimentadas e cumprir missões que vão de evacuação médica e busca e salvamento ao combate a incêndios. Mais importante para a Força Aérea Helênica, a aeronave introduzirá uma capacidade de reabastecimento em voo que sua frota de combate ainda não possui.
O contraste está entre a dimensão imediata e a ambição futura. Três aviões estão efetivamente contratados; os outros três ainda dependem do exercício da opção de compra. Também não haverá entrega concentrada: a “primeira aeronave” está prevista para 2027, seguida pelas demais em 2029 e 2031.
Portugal teve papel decisivo como articulador do acordo entre governos. Como já opera o KC-390, o país oferece à Grécia uma ponte para treinamento, suporte e logística compartilhados. Para a Embraer, é mais uma porta aberta na Europa; para os gregos, uma aposta de longo prazo em modernização e interoperabilidade com a Otan.
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