Oposição diz que chapa única pode virar o jogo contra Alcolumbre no Senado
Oposição diz que chapa única pode virar o jogo contra Alcolumbre no Senado
A oposição tenta transformar dois projetos concorrentes em uma frente capaz de enfrentar Davi Alcolumbre (União-AP) pela presidência do Senado. Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN) já se reuniram, mas ainda não fecharam um acordo: segundo a apuração, “nenhum pretende abrir mão da disputa”.
O ponto de convergência é claro. Os dois precisam evitar que a fragmentação entregue vantagem a Alcolumbre, candidato à reeleição. A divergência está em quem encabeçaria o bloco — e qual compensação seria oferecida a quem recuasse. Uma nova conversa é esperada para tentar destravar a negociação.
A saída em discussão divide os dois principais centros de poder da Casa. Se Marinho disputar a presidência do Senado, apoiaria Tereza para comandar a Comissão de Constituição e Justiça. Se a candidata for Tereza, o apoio ao comando da CCJ iria para Marinho. O colegiado examina, entre outros temas, indicações ao Supremo Tribunal Federal, que não chegam ao plenário sem sua aprovação.
O desenho permitiria que ambos preservassem protagonismo, embora em postos diferentes. Também repetiria uma fórmula já testada: após Rodrigo Pacheco vencer a eleição de 2021 para a presidência do Senado, Alcolumbre assumiu a CCJ.
Nos cálculos de integrantes do PL, Marinho partiria com cerca de 39 votos aliados e precisaria de mais três para alcançar a maioria. A conta, porém, inclui votos ainda sujeitos à negociação — entre eles o da própria Tereza, que mantém sua pré-candidatura. Assim, o argumento pela união esbarra justamente na ambição dos dois nomes que ela pretende reunir: separados, podem facilitar a reeleição de Alcolumbre; juntos, ainda precisam decidir quem ocupa o centro do palco.
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