Dos EUA, Flávio vota na PEC e reacende disputa sobre o mandato

A participação remota foi permitida pela sessão semipresencial, mas não encerrou a controvérsia: o PL nega abandono do cargo, enquanto reportagens destacam ausências e risco de perda do mandato.
Dos EUA, Flávio vota na PEC e reacende disputa sobre o mandato

Dos EUA, Flávio vota na PEC e reacende disputa sobre o mandato
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reapareceu no painel do Senado sem voltar ao Brasil. Dos Estados Unidos, o senador registrou presença e apoiou a PEC da Segurança Pública, aprovada por unanimidade em dois turnos — 73 votos a zero no primeiro e 75 a zero no segundo. A participação foi possível porque a sessão era semipresencial e o aplicativo Infoleg permitia o voto à distância. Ele também se posicionou contra a votação separada da redução da maioridade penal, seguindo a orientação do PL.

O episódio, porém, recebeu leituras distintas. Para o partido, o acesso remoto demonstra que o parlamentar segue em atividade. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), afirmou que Flávio trocou o número do celular e habilitou o novo aparelho por videochamada. “Hoje a sessão é remota. Ele não abandonou o mandato”, declarou.

As reportagens dos campos de oposição e pró-governo convergem em outro ponto: ambas descrevem a saída de Flávio do país como fuga e lembram que ele não comunicou a viagem à Mesa Diretora. Também ressaltam que aquela foi sua primeira presença desde 27 de outubro e que o senador acumulava seis faltas não justificadas.

É aí que surge o contraste central. Para o PL, o voto prova continuidade no exercício parlamentar; para os críticos, resolve apenas uma sessão e não afasta o risco institucional. A Constituição prevê perda do mandato caso um congressista, sem justificativa, deixe de comparecer a mais de um terço das sessões.

Apesar da disputa em torno de Flávio, governo e oposição votaram juntos no eixo principal da PEC, uma aposta do governo Lula para integrar forças de segurança e reforçar o combate ao crime organizado. O consenso sobre a proposta não apagou a controvérsia sobre quem votou — e de onde.

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