Operação Ifrit expõe elo policial em rede que teria movimentado R$ 500 milhões

A ofensiva alcançou sete estados e mira tráfico internacional, lavagem de dinheiro e crimes violentos. As reportagens convergem sobre a dimensão do esquema, mas divergem na ênfase dada aos valores, às apreensões e às respostas ainda pendentes.
Operação Ifrit expõe elo policial em rede que teria movimentado R$ 500 milhões

Operação Ifrit expõe elo policial em rede que teria movimentado R$ 500 milhões
A Operação Ifrit tem números de grande impacto: 26 mandados de prisão, 76 de busca e apreensão e diligências em sete estados. Uma das coberturas destaca que a organização investigada teria movimentado mais de R$ 500 milhões em dois anos e que a Justiça autorizou o sequestro de aproximadamente 160 imóveis, mais de 150 veículos e o bloqueio de até R$ 300 milhões.

Já outra abordagem coloca no centro a possível infiltração da rede nas forças de segurança. Policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal aparecem entre os investigados; três policiais civis foram afastados. A reportagem ressalva, porém, que a PF ainda não havia identificado os agentes, detalhado suas supostas funções ou apresentado um balanço consolidado das prisões e dos bens apreendidos.

As versões convergem sobre o desenho atribuído ao grupo: um núcleo familiar, formado por três irmãos e outros parentes, teria comandado uma estrutura com atuação na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Drogas e armas seriam obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, distribuídas no Brasil e, no caso dos entorpecentes, enviadas também à Espanha e a Portugal. Segundo a Receita, o dinheiro teria circulado por “contas de investigados, operadores financeiros, empresas de fachada e negócios simulados”.

Também há concordância quanto à gravidade das suspeitas: além do tráfico e da lavagem de dinheiro, a investigação apura sequestros, torturas, atentados e homicídios. Informações publicadas associam a estrutura ao PCC e ao PGC, embora o comunicado oficial da PF tenha mencionado apenas vínculos com grupos criminosos, sem nomeá-los. O que permanece em aberto é a dimensão efetivamente comprovada do esquema — e até onde teria chegado a participação de agentes públicos.

https://resumosbrasil.com/stories/01a1a79e-bb7c-26e7-705f-15cc7e51daca

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