Marinho desafia Alcolumbre e promete destravar a anistia no Senado
Marinho desafia Alcolumbre e promete destravar a anistia no Senado
O PL oficializou Rogério Marinho (RN) como candidato à presidência do Senado em 2027, abrindo uma disputa direta com Davi Alcolumbre (União-AP). O senador promete usar o cargo para “destravar pautas” da oposição, sobretudo a anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, e defende que a eleição da Mesa deixe de ser secreta. “Voto aberto é extremamente recomendável e necessário”, afirmou.
Marinho procura combinar confronto político e moderação institucional. Ao mesmo tempo que critica o governo Lula e promete não se omitir diante de eventual descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, diz que não pretende paralisar o Executivo. “Não seremos inconsequentes, não paralisaremos governo”, declarou, acrescentando que medidas consideradas positivas poderão ser aprovadas.
A retórica mais mobilizadora apareceu no lançamento da candidatura. “Nós precisamos erguer a trincheira e mostrar que estamos vivos”, disse Marinho. Ele também defendeu a anistia como forma de permitir que a vontade popular seja exercida “sem coação e chantagem de outros Poderes”. Ainda assim, nega que sua campanha seja centrada em pedidos de impeachment de ministros do Supremo e afirma que eventuais denúncias serão analisadas dentro da Constituição.
Do outro lado, Alcolumbre parte com apoio formal das direções de União Brasil, PP, MDB, PSD e PT. Essa frente ampla contrasta com o desafio de Marinho: transformar o peso da bancada do PL em maioria entre os senadores, inclusive atraindo dissidentes de partidos já comprometidos com o atual presidente.
Há ainda um obstáculo dentro da própria oposição. Tereza Cristina (PP-MS) mantém sua candidatura e aposta no trânsito entre diferentes legendas e no apoio do Centrão. Marinho reconhece sua legitimidade e prevê uma convergência futura, mas, por enquanto, nenhum dos dois recuou. Com votação secreta marcada para 1º de fevereiro de 2027, apoios partidários podem valer menos do que parecem — e dissidências, muito mais.
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