Owono quebra o silêncio enquanto imagens do lance fatal ampliam a pressão
Owono quebra o silêncio enquanto imagens do lance fatal ampliam a pressão
A morte de Jesús de Miguel abriu duas frentes no futebol espanhol: o luto pelo atacante do Tenerife e a crescente pressão sobre Jesús Owono, goleiro do FC Andorra envolvido na colisão. Segundo relatos, Owono chorou e rezou no vestiário, mas deixou o campo sob gritos de “assassino”. Pessoas próximas sustentam que ele não teve intenção de machucar o adversário.
Em sua primeira manifestação pública, Owono colocou a dor acima das perguntas sobre o episódio. “Estes estão sendo os dias mais difíceis da minha vida”, afirmou. O goleiro disse ter dificuldade para assimilar o ocorrido e prometeu enfrentar “com todo o respeito” as questões que surgirem.
Essa versão — a de uma fatalidade esportiva — contrasta com o escrutínio provocado pelo lance. Imagens divulgadas posteriormente mostrariam Owono discutindo com jogadores do Tenerife antes da colisão. A gravação não comprova intenção, mas acrescentou tensão ao debate. O goleiro foi expulso após sair da área para interceptar a jogada e atingir De Miguel, que acabou hospitalizado e morreu no dia seguinte.
Enquanto críticos concentram-se na entrada e no comportamento anterior ao choque, aliados destacam o estado emocional e o caráter de Owono. O zagueiro Lautaro Spatz afirmou que o companheiro está “profundamente afetado” e que “jamais machucaria alguém intencionalmente”. A Federação de Futebol da Guiné Equatorial também manifestou solidariedade ao goleiro.
A reação nas redes ultrapassou a discussão esportiva: Owono recebeu ofensas, ameaças e ataques racistas, levando-o a restringir ou retirar sua presença no Instagram. Paralelamente, a Polícia Nacional da Espanha abriu uma investigação de rotina. Entre a defesa de que foi um acidente e a cobrança por esclarecimentos, o caso permanece sem uma conclusão oficial sobre responsabilidades.
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