Pró-governo diz que encontro de Bob Dylan com o papa uniu fé, música e apelo pela paz
Pró-governo diz que encontro de Bob Dylan com o papa uniu fé, música e apelo pela paz
O papa Leão XIV recebeu Bob Dylan, de 85 anos, nesta quarta-feira (4), no Palácio Apostólico. A audiência privada coincidiu com a passagem do músico por Roma, onde tem apresentação da turnê “Rough and Rowdy Ways” marcada para quinta-feira (5).
Os relatos convergem sobre o caráter breve e cordial da reunião, mas realçam aspectos diferentes. Uma cobertura enfatiza a troca de presentes: Leão XIV ofereceu um terço, enquanto Dylan entregou ao pontífice um exemplar de Chronicles — Volume 1, autobiografia publicada em 2004. Outra aposta no peso cultural do momento e na origem comum dos dois: o papa nasceu em Chicago; Dylan, em Duluth, Minnesota.
O padre Antonio Spadaro, jesuíta que ajudou a organizar a audiência, descreveu a ocasião como um marco. “Foi difícil não sentir a emoção de fazer parte de um encontro que tinha um verdadeiro sentido histórico”, afirmou. O jornal do Vaticano, em tom mais protocolar, informou que o pontífice recebeu “o Sr. Robert Allen Zimmerman”, nome de nascimento do artista.
A aproximação vai além da fotografia oficial. Leão XIV já havia reproduzido versos de “Go Away You Bomb”, poema escrito por Dylan em 1963 contra as armas nucleares, no livro Desarmada e Desarmante. A Paz é Um Dom. A composição, criada durante a Guerra Fria, nunca foi gravada nem lançada oficialmente.
Também não foi o primeiro encontro de Dylan com um papa. Em 1997, ele cantou diante de João Paulo II e de cerca de 300 mil jovens em Bolonha. Desta vez, porém, o palco deu lugar à discrição do gabinete papal — e a música apareceu como ponte entre cultura, fé e paz.
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