Paes tenta derrubar vitória de Douglas Ruas com denúncia de compra de votos

A campanha derrotada pede cassação, inelegibilidade e anulação dos votos da chapa eleita. Ruas ainda não respondeu, enquanto o TRE-RJ analisa acusações que incluem desinformação e abuso econômico.
Paes tenta derrubar vitória de Douglas Ruas com denúncia de compra de votos

Paes tenta derrubar vitória de Douglas Ruas com denúncia de compra de votos
Eduardo Paes (PSD) abriu uma nova frente para tentar reverter a eleição no Rio. Em ação no TRE-RJ, sua coligação pede a cassação do governador eleito Douglas Ruas (PL) e da vice, Fernanda Louback, além da inelegibilidade de ambos por oito anos. A ofensiva reúne suspeitas de compra de votos, coação, propaganda irregular e abuso de poder econômico — acusações que ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral.

Uma das coberturas destaca o alcance político e jurídico da contestação. A campanha questiona 100 mil panfletos intitulados “DOUGLAS RUAS – EVANGÉLICO”, financiados pelo fundo eleitoral, que atribuiriam falsamente a Paes posições sobre aborto, drogas e banheiros unissex. Também aponta materiais que associavam o candidato ao número 13 e santinhos com sua foto ao lado do número 22, de Ruas. Para os advogados, os 204.309 votos dados ao número 13 para governador merecem investigação. A ação cita ainda apreensões de R$ 600 mil em Niterói e R$ 2 mil em Teresópolis, além de relatos de pagamentos entre R$ 50 e R$ 200 por voto.

Já a cobertura de viés pró-governo ressalta uma distinção decisiva: a apreensão dos R$ 600 mil, isoladamente, não comprova compra de votos. Ainda assim, registra que a campanha de Paes descreve os episódios como uma “estratégia coordenada de desinformação, manipulação do eleitorado e compra de votos”. Ruas, procurado, não se pronunciou, e o tribunal ainda não decidiu sobre os pedidos.

A batalha ocorre sobre uma margem apertada no critério eleitoral, embora ampla em votos: Ruas somou 4.271.199 votos, ou 50,88% dos válidos, contra 3.706.984 de Paes. O percentual só ultrapassou 50% após a anulação dos 274.411 votos de Anthony Garotinho. Enquanto o PSD também cobra no STF um segundo turno, a nova ação tenta demonstrar que a vitória de Ruas não foi apenas controversa na matemática, mas comprometida na campanha.

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