Tornados paralisam Chapecó enquanto temporais espalham danos pelo Sul
Tornados paralisam Chapecó enquanto temporais espalham danos pelo Sul
A confirmação de dois tornados no Oeste de Santa Catarina ampliou o tamanho de uma crise meteorológica que já atravessa três estados. Uma leitura enfatiza o alcance regional dos temporais; a outra expõe, em detalhes, como o fenômeno interrompeu a rotina de Chapecó.
O panorama mais amplo aponta Chapecó e Xanxerê como os principais focos dos tornados registrados na quarta-feira, 4. Em Chapecó, uma estação do Instituto Nacional de Meteorologia mediu ventos de 126 km/h. De acordo com a Defesa Civil catarinense, 58 municípios foram atingidos desde domingo, 1º, com 1,4 mil residências afetadas e quatro cidades em situação de emergência. No Rio Grande do Sul, ao menos 20 pessoas ficaram feridas, mais de 20 mil foram afetadas e 84 municípios relataram ocorrências. O Inmet emitiu “alerta vermelho de grande perigo” para partes da Região Sul.
O relato concentrado em Chapecó revela o impacto concreto dessa força. Vidraças foram quebradas, estruturas metálicas ficaram retorcidas e uma aeronave estacionada chegou a ser deslocada. As operações do Aeroporto Serafim Enoss Bertaso foram suspensas por tempo indeterminado, enquanto cerca de 60 mil moradores — aproximadamente 23% da população — ficaram sem energia.
A ventania também derrubou uma torre e afetou a rede de comunicações usada pelos serviços de emergência. “Os bombeiros e a polícia estão sem comunicação em função da torre que acabou caindo”, afirmou o prefeito Valmor Júnior Scolari. A prefeitura passou a distribuir lonas e abriu uma campanha para arrecadar colchões, móveis e roupas.
As duas abordagens convergem no diagnóstico de alto risco, mas diferem no foco: uma dimensiona a extensão dos estragos pelo Sul; a outra mostra a paralisia causada em uma cidade estratégica. A instabilidade segue em direção ao Paraná, sem afastar a possibilidade de novos temporais no oeste catarinense.
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