Marinho diz estar a um voto da vitória, mas Alcolumbre amplia cerco no Senado

O PL lançou Rogério Marinho para o comando do Senado em 2027, enquanto Davi Alcolumbre reúne partidos governistas e do Centrão. Antes do confronto, a oposição ainda precisa acomodar a possível candidatura de Tereza Cristina.
Marinho diz estar a um voto da vitória, mas Alcolumbre amplia cerco no Senado

Marinho diz estar a um voto da vitória, mas Alcolumbre amplia cerco no Senado
O PL oficializou Rogério Marinho (RN) como candidato à presidência do Senado em 2027, transformando uma articulação de bastidores em confronto aberto com Davi Alcolumbre (União-AP). Líder da oposição, Marinho afirma contar com pelo menos 40 senadores — um a menos que os 41 necessários para vencer no primeiro turno.

A conta apresentada pelo senador combina o tamanho do PL, que deverá ocupar 29 das 81 cadeiras na próxima legislatura, com o apoio integral do Novo e adesões individuais de integrantes do PP e do Republicanos. “Temos outros partidos que nos apoiam, o Novo que veio na sua integralidade, vieram integrantes do PP, do Republicanos”, declarou.

Alcolumbre, contudo, joga com uma coalizão mais ampla e próxima do Palácio do Planalto. Sua tentativa de reeleição já recebeu manifestações de apoio de MDB, PSD, PT e da federação União Progressista. A expectativa é que o presidente Lula também entre pessoalmente na articulação.

Antes de enfrentar esse bloco, Marinho precisa resolver a divisão na própria oposição. Tereza Cristina (PP-MS) mantém a intenção de concorrer e reúne interlocução com o agronegócio, a bancada feminina e setores do Centrão. Marinho reconheceu a legitimidade da senadora, mas previu uma composição: “No momento oportuno, pelo nosso acerto, vamos convergir, até porque estamos no mesmo lado, defendemos as mesmas bandeiras.”

As diferenças também passam pela agenda. Marinho promete priorizar a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e analisar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Ao mesmo tempo, procura enquadrar sua candidatura como defesa institucional: “Não seremos candidatos com um tema de impeachment de quem quer que seja, mas de respeito à Constituição.”

Derrotado por Rodrigo Pacheco em 2023 por 49 votos a 32, Marinho agora chega mais perto da maioria — mas terá de unificar aliados e romper uma aliança partidária construída em torno de Alcolumbre.

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