Fim da escala 6x1 chega ao STF com empresas pedindo mais tempo

A CNC diz apoiar a redução da jornada, mas considera inviável o calendário aprovado pelo Congresso. Flávio Dino decidirá se a transição começa em dezembro ou será empurrada para 2027.
Fim da escala 6x1 chega ao STF com empresas pedindo mais tempo

Fim da escala 6x1 chega ao STF com empresas pedindo mais tempo
O fim da escala 6x1 já foi aprovado, mas a disputa agora é sobre o relógio. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) acionou o Supremo Tribunal Federal para ganhar mais tempo antes da redução da jornada semanal, e o ministro Flávio Dino foi sorteado relator do caso.

Na cobertura alinhada à perspectiva de oposição, o foco recai sobre o impacto prático da mudança. A entidade considera insuficiente o intervalo de dois meses entre a promulgação da emenda e a primeira etapa da transição. Segundo esse relato, as empresas precisam reorganizar turnos, contratar trabalhadores e renegociar acordos coletivos justamente durante o pico de vendas de Natal e Ano-Novo. A CNC afirma que “não pretende questionar o fim da escala 6×1 nem a redução da carga horária”, mas ampliar o período de adaptação.

Já a abordagem pró-governo enfatiza os limites da contestação. A petição não atacaria o direito a dois dias de descanso nem a jornada final de 40 horas, concentrando-se na alegada “inexequibilidade dos prazos de adaptação” e na “assimetria das regras de transição impostas ao setor produtivo”. Assim, as duas leituras chegam ao mesmo núcleo: a CNC aceita a mudança, mas rejeita sua velocidade.

Pelo calendário vigente, a jornada máxima cairá de 44 para 42 horas em 16 de dezembro, com dois dias de descanso remunerado por semana, e chegará a 40 horas em dezembro de 2027, sem redução salarial. A confederação quer transferir a primeira etapa para 16 de outubro de 2027 e o teto definitivo para outubro de 2028.

Dino poderá analisar individualmente o pedido de liminar antes de levar o processo ao plenário. A decisão dirá se prevalece o cronograma aprovado pelo Congresso ou o argumento empresarial de que a transição exige mais fôlego.

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