Mpox recua no Brasil, mas avanço no Rio acelera compra de vacinas
Mpox recua no Brasil, mas avanço no Rio acelera compra de vacinas
O Ministério da Saúde autorizou a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a mpox. Não há divergência sobre o objetivo central: reforçar o estoque estratégico do Sistema Único de Saúde e preservar a capacidade de resposta caso o quadro epidemiológico piore.
A cobertura classificada como pró-governo põe o contraste regional no centro da notícia. O Brasil confirmou 665 casos no ano, queda de 94% diante das mais de 10 mil ocorrências de 2022. No Rio de Janeiro, porém, foram registrados 269 casos, ante 92 no mesmo período do ano anterior. Mesmo sem mortes no estado, o avanço ajuda a explicar por que a pasta considera necessário manter “vigilância” e “disponibilidade de imunizantes”.
Já o relato agrupado como oposição ressalta o caráter preventivo e operacional da compra, que será feita por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde. A quantidade efetivamente adquirida dependerá do monitoramento da doença e das necessidades apresentadas pelos estados. A lógica é recompor estoques para “evitar dificuldades no atendimento caso haja aumento de casos”.
As duas abordagens também convergem sobre quem deve receber as doses primeiro. A prioridade são pessoas que vivem com HIV/aids e têm contagem de linfócitos CD4 abaixo de 100 células/mm³, por apresentarem maior risco de desenvolver formas graves. O esquema prevê duas aplicações, separadas por 28 dias.
Se sobrarem doses, a vacinação poderá alcançar pessoas com CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de PrEP e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus. Pessoas expostas a casos suspeitos ou confirmados também podem ser imunizadas, preferencialmente nos primeiros quatro dias após o contato — ou em até 14 dias, quando a proteção contra a infecção é menor, mas ainda pode reduzir o risco de quadros graves.
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