Pró-governo diz que prisão perpétua responsabiliza mandante pela morte de Brent Sikkema

A Justiça dos EUA atribuiu a Daniel Sikkema o planejamento e o financiamento do assassinato do ex-marido no Rio. A acusação vê um crime premeditado; a defesa alegou que os pagamentos eram por serviços.
Pró-governo diz que prisão perpétua responsabiliza mandante pela morte de Brent Sikkema

Pró-governo diz que prisão perpétua responsabiliza mandante pela morte de Brent Sikkema
Daniel Sikkema, de 56 anos, foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos por planejar e financiar o assassinato do ex-marido, o galerista Brent Sikkema. O crime ocorreu em 14 de janeiro de 2024, na casa da vítima no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Para a Procuradoria americana, o caso foi um assassinato por encomenda, preparado durante meses em meio a um divórcio conturbado. Daniel foi considerado culpado de três acusações: homicídio mediante contratação, conspiração para cometer esse crime e conspiração para matar uma pessoa em outro país. O procurador Jamie McDonald classificou o episódio como um “plano frio e premeditado” motivado pela ganância e afirmou que a pena reflete a gravidade do crime.

Segundo a acusação, Daniel contratou o cubano Alejandro Triana Prevez e realizou 11 pagamentos, alguns ocultados com nomes de amigos, funcionários e parentes que desconheciam a finalidade das transações. Brent, de 75 anos, foi morto com 18 facadas. Pouco depois, Prevez teria ligado para Daniel por um número secreto e recebido mais US$ 5 mil.

A defesa apresentou uma leitura oposta: sustentou que os pagamentos correspondiam a trabalhos realizados por Prevez e, antes do julgamento, dizia que Daniel era inocente. Os promotores, porém, afirmaram que ele havia “encomendado e pago pelo assassinato do marido” e manipulado terceiros para viabilizar o plano. Após o veredicto, a equipe jurídica não informou se apresentaria recurso.

Prevez foi preso no Rio quatro dias depois do assassinato. Em depoimento, afirmou ter recebido US$ 9 mil para executar o crime, mas seu processo ainda tramita na Justiça brasileira. Assim, os dois países avançam em ritmos diferentes: nos EUA, o suposto mandante já recebeu a pena máxima; no Brasil, o acusado de executar o ataque ainda aguarda julgamento.

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