El Niño empurra 2026 para perto de um novo marco do calor global
El Niño empurra 2026 para perto de um novo marco do calor global
Embora apareçam em campos políticos opostos, as duas fontes apresentam diagnósticos praticamente idênticos: 2026 provavelmente será o segundo ano mais quente já registrado, atrás apenas de 2024. A diferença está menos nos números — compartilhados por ambas — e mais na ênfase dada às causas e às consequências.
A perspectiva pró-governo destaca desde o início a combinação entre o El Niño e o aquecimento de origem humana. Segundo o boletim citado, há 20% de chance de 2026 igualar ou superar 2024. O Copernicus considera também “já quase certo que o ano de 2026 ultrapassará o limite de 1,5°C em relação aos níveis médios pré-industriais”.
A fonte classificada como oposição concentra maior atenção na força excepcional do El Niño. No Pacífico tropical, a anomalia da temperatura da superfície do mar teria alcançado um “máximo histórico de 3,21°C”, acima dos picos de episódios anteriores considerados muito fortes. Quanto mais persistente o fenômeno, maior a pressão sobre a média global de 2026.
Nos indicadores centrais, porém, não há contraste. Ambas relatam que outubro de 2026 foi o outubro mais quente já medido, com a temperatura média do ar 1,75°C acima do nível pré-industrial. Foi ainda o terceiro mês consecutivo acima de 1,5°C. Fora das regiões polares, a superfície dos oceanos chegou à média recorde de 20,95°C.
Também existe consenso sobre o Acordo de Paris: ultrapassar 1,5°C durante um único ano não significa que sua meta tenha sido definitivamente perdida, pois a avaliação depende de um excedente sustentado por um período mais longo. Ainda assim, as duas leituras apontam para o mesmo alerta — uma superação temporária desse limite parece inevitável e pode ocorrer até 2030.
https://resumosbrasil.com/stories/01a1b1ec-5472-076e-70a0-025fb4d2e619
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