Alliana assume o Paraguai sob pressão para ressarcir milhões

Empossado após a destituição de Santiago Peña, o novo presidente promete indenização integral aos clientes do Ueno Bank, mas ainda precisa mostrar como enfrentará uma crise que bloqueou o dinheiro de milhões.
Alliana assume o Paraguai sob pressão para ressarcir milhões

Alliana assume o Paraguai sob pressão para ressarcir milhões
Pedro Alliana chegou à Presidência do Paraguai com uma promessa imediata e ambiciosa: indenizar integralmente os clientes prejudicados pelo colapso do Ueno Bank. A posse ocorreu na sexta-feira, dia 6, logo depois de o Senado destituir Santiago Peña em um processo acelerado de impeachment, aprovado com 44 votos favoráveis e apenas uma ausência.

A troca no comando foi rápida; a solução para a crise financeira tende a ser bem mais complexa. Em seu primeiro pronunciamento com a faixa presidencial, Alliana buscou transmitir segurança aos correntistas: “Não vamos deixá-los sozinhos”. A declaração coloca o ressarcimento no centro da estreia do novo governo, mas a fonte não detalha prazos, mecanismos de pagamento ou o custo da medida.

De um lado, a mensagem oficial tenta marcar uma ruptura: Peña deixa o cargo e seu antigo vice assume apresentando-se como responsável pela reparação dos danos. De outro, o novo presidente herda diretamente uma crise ligada ao governo do qual fazia parte. A intervenção no Ueno Bank ocorreu apenas três dias antes da queda de Peña, que mantinha vínculos com a instituição, segundo o relato.

A escala aumenta a pressão. O bloqueio das operações teria deixado aproximadamente três milhões de correntistas sem acesso ao próprio dinheiro. Assim, a promessa de Alliana oferece uma resposta política clara, mas ainda não uma solução operacional. O contraste definirá os primeiros dias de sua Presidência: o compromisso é integral; os detalhes, por enquanto, são escassos.

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