Oposição diz que 316 interações expõem proximidade entre Vorcaro e Moraes

Registros recuperados alimentam suspeitas sobre a relação entre o ex-banqueiro e o ministro. Moraes nega os diálogos, enquanto a defesa de Vorcaro questiona a integridade das provas.
Oposição diz que 316 interações expõem proximidade entre Vorcaro e Moraes

Oposição diz que 316 interações expõem proximidade entre Vorcaro e Moraes
Na leitura da oposição, o volume de registros muda a dimensão do caso. A análise do celular de Daniel Vorcaro identificou 316 interações nos dois meses anteriores à prisão do ex-banqueiro, em novembro de 2025. A conta reúne mensagens, imagens, chamadas e notificações — não 316 textos —, sendo 187 envios de Vorcaro e 129 registros atribuídos a Alexandre de Moraes ou ao sistema do WhatsApp. Entre os trechos recuperados está a mensagem atribuída ao ministro: “Obrigado amigo. Nem dá pra perceber que não sou eu rsrs”.

A repercussão nas redes reforçou essa interpretação. Uma publicação republicada por Renata Barreto destacou que “o celular de Vorcaro registrou 316 interações com o ministro nos dois meses antes da prisão”, contrapondo o novo total ao conjunto menor conhecido anteriormente.

O ponto mais sensível, porém, não é o tom informal. Mensagens atribuídas a Vorcaro mostram o empresário preocupado com medidas contra o Banco Master e sugerindo que Moraes procurasse o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. “Se o Andrei conseguir atrasar para putra (sic) semana […] o banco nao quebra”, escreveu. O caso também é cercado pelo contrato de cerca de R$ 129 milhões entre o Master e o escritório da mulher do ministro.

Moraes apresenta uma leitura oposta. Em manifestação ao STF, afirmou que “NÃO EXISTE DIÁLOGO” e sustentou não haver uma única mensagem de sua autoria no material então analisado. Segundo o ministro, 47 das 52 notas conhecidas não foram localizadas em conversas reais; ele também nega favorecimento, vazamento ou atuação em processos do Master.

A defesa de Vorcaro, por sua vez, não endossa a autenticidade do conjunto: questiona a cadeia de custódia do aparelho, aponta possíveis alterações após a apreensão e pede acesso aos dados forenses originais. Assim, o mesmo celular que embasa as suspeitas também concentra o principal argumento para contestá-las.

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