Gilmar rebate suspeitas sobre urnas, mas críticas reacendem dúvidas antigas

O ministro cita auditorias e observadores internacionais para defender o resultado eleitoral. A oposição contrapõe a mudança no horário de votação e declarações anteriores sobre falhas pontuais.
Gilmar rebate suspeitas sobre urnas, mas críticas reacendem dúvidas antigas

Gilmar rebate suspeitas sobre urnas, mas críticas reacendem dúvidas antigas
Gilmar Mendes reagiu com dureza às contestações sobre a eleição presidencial de 2026. Para o ministro do Supremo Tribunal Federal, as acusações são “levianas” e alimentam “bravatas” e “falsas narrativas” contra um sistema que, segundo ele, garante eleições limpas há 30 anos.

Sua defesa se apoia em números: mais de 170 observadores internacionais acompanharam o pleito, incluindo missões da Organização dos Estados Americanos e do Carter Center. A Justiça Eleitoral também teria realizado três auditorias em todos os estados, nos dois turnos, com fiscalização partidária e transmissão ao vivo. Mendes acrescentou que o PL elegeu seis governadores e as maiores bancadas da Câmara e do Senado pelas mesmas urnas. “A sociedade brasileira sabe apartar as bravatas do discurso sério e responsável”, afirmou.

A reação ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva por 4,43 milhões de votos, levantar dúvidas em entrevistas à imprensa internacional. Mendes não o citou nominalmente, mas empregou duas vezes a expressão “candidato derrotado”. Para o ministro, os questionamentos “apenas revelam intenções espúrias ou alheamento da realidade de quem as propaga”.

A leitura da oposição desloca o foco da robustez geral do sistema para pontos que, em sua avaliação, seguem sem explicação. O contraponto destaca que Mendes não comentou a decisão do ministro Cristiano Zanin de ampliar em duas horas a votação do segundo turno, das 17h para as 19h.

Também recupera uma fala de 2018 na qual o próprio Gilmar reconheceu que “as vulnerabilidades do sistema de votação eletrônica são conhecidas da Justiça Eleitoral”. Na ocasião, porém, ele citou casos de mesários votando por eleitores ausentes e classificou essas ocorrências como “questões marginais”. Assim, o choque não é apenas sobre a existência de falhas pontuais, mas sobre se elas têm dimensão suficiente para colocar o resultado em dúvida.

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