Uruguai reabre mercado para aves brasileiras, mas Santa Catarina segue sob restrições
Uruguai reabre mercado para aves brasileiras, mas Santa Catarina segue sob restrições
O Uruguai voltou a importar produtos avícolas brasileiros, encerrando a última barreira de alcance nacional provocada pelo foco da doença de Newcastle em uma granja de perus de Nova Itaberaba, em Santa Catarina. A reabertura, porém, não inclui mercadorias catarinenses.
O primeiro relato enfatiza a velocidade da reação brasileira: foram necessários 19 dias para reverter todos os embargos nacionais, contra 74 dias após um foco registrado no Rio Grande do Sul em 2024. Segundo essa versão, “11 países ainda mantêm restrições às importações de produtos avícolas de Santa Catarina”.
A perspectiva alinhada ao governo também apresenta o desfecho como avanço diplomático e sanitário, mas informa que “dez países ainda mantêm restrições a produtos avícolas de Santa Catarina”. A fonte acrescenta que os produtos submetidos à inspeção oficial continuam seguros para consumo e sem contraindicações. Os relatos não explicam a diferença na contagem de países.
Apesar da divergência, ambos convergem sobre o impacto econômico: as barreiras restantes atingem aproximadamente 15 mil toneladas por mês, equivalentes a 3% das exportações médias mensais do Brasil, estimadas em 500 mil toneladas.
O governo brasileiro aposta na regionalização sanitária para impedir que ocorrências locais fechem todo o mercado nacional. A área sob restrição reúne Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim, e o próprio Brasil proíbe exportações originadas nesse perímetro.
Na prática, a decisão uruguaia reduz o alcance da crise, mas não a encerra. O país recuperou o acesso nacional em tempo recorde; Santa Catarina, por outro lado, ainda enfrenta o custo comercial do foco e depende de novas negociações para remover as barreiras remanescentes.
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