Pró-governo diz que ataque na Tijuca expõe violência contra mulheres e exige prisão
Pró-governo diz que ataque na Tijuca expõe violência contra mulheres e exige prisão
A conversão da prisão de Lucas Portela Fontana Gomes em preventiva marca uma mudança brusca no tratamento do caso. Inicialmente liberado por falta de elementos considerados suficientes, o lutador de jiu-jítsu passou a ser investigado por tentativa de feminicídio depois que a polícia reuniu imagens, depoimentos e informações médicas das vítimas. Ele permanece preso enquanto o processo avança na 4ª Vara Criminal do Rio.
De um lado, o suspeito afirma ter uma lacuna de memória. Segundo o delegado Álvaro Gomes, Lucas disse recordar apenas o momento em que estava algemado na portaria e relatou uso anterior de anabolizantes e antidepressivos. A Polícia Civil, porém, trata essas informações como hipóteses a investigar — não como explicação ou justificativa para os ataques.
Do outro, o relato de uma das mulheres agredidas é direto: “Ele estava com a intenção de matar alguém. Ele falava o tempo todo só em matar.” A vítima, atacada por quase três minutos no elevador, disse ter pensado que morreria durante o estrangulamento e afirmou que o suspeito direcionou sua violência contra mulheres.
A investigação também apura relatos de conflitos anteriores, comportamento agressivo e uso de substâncias. Mas o próprio delegado faz uma distinção decisiva: são “peças soltas de um quebra-cabeça”; o dado concreto, afirmou, foi uma atitude sem justificativa. O condomínio avalia recorrer à Justiça para impedir o retorno do inquilino ao prédio.
O Ministério Público sustenta que a liberdade do acusado colocaria as vítimas em risco, especialmente porque todos moravam no mesmo edifício. Para o órgão, a gravidade das agressões e a proximidade entre acusado e vítimas justificam a prisão durante a investigação.
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