Marcelo Válio: Por que é ilegal o vídeo simulado de Jair Bolsonaro na convenção do PL

A norma do TSE sobre os 'deepfakes' de IA não admite exceções, e nem mesmo o consentimento do titular da imagem ou da voz afasta a ilicitude
Marcelo Válio: Por que é ilegal o vídeo simulado de Jair Bolsonaro na convenção do PL

A veiculação de um vídeo simulado com inteligência artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro durante evento do PL gerou debate sobre deepfakes na propaganda eleitoral. O TSE atualizou resoluções para proibir o uso de conteúdo sintético que altere imagem ou voz de pessoas para prejudicar ou favorecer candidaturas, mesmo com rotulagem ou consentimento. O descumprimento pode levar à cassação do registro ou mandato, configurando abuso de poder político.

  • Vídeo de Jair Bolsonaro simulado por IA em convenção do PL levanta questões sobre deepfakes e legislação eleitoral.
  • TSE editou Resolução 23.732 em 2024, alterando regras sobre propaganda eleitoral e o uso de inteligência artificial.
  • Conteúdo sintético é definido como imagem, vídeo, áudio ou texto gerado ou modificado por tecnologia digital, incluindo IA.
  • Novas instruções para eleições de 2026 endurecem regras: proibição de 72h antes e 24h após o pleito para novos conteúdos sintéticos.
  • Obrigatoriedade de rotulagem explícita, destacada e acessível é reforçada.
  • Plataformas digitais terão deveres de cuidado ampliados e responsabilidade solidária.
  • É proibido o uso de conteúdo sintético para prejudicar ou favorecer candidatura, mesmo com autorização ou consentimento.
  • A rotulagem não convalida conteúdo ilícito; deepfake rotulado continua sendo proibido.
  • O descumprimento configura abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, sujeitando o infrator a cassação, inelegibilidade e multa.
    https://www.cartacapital.com.br/artigo/por-que-e-ilegal-o-video-simulado-de-jair-bolsonaro-na-convencao-do-pl/
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