A cadeia que ninguém vê: quem garante que a prova digital não foi alterada?

A prova digital exige rastreabilidade para ser confiável, mas o Brasil ainda não dá consequência clara à quebra da cadeia de custódia.
A cadeia que ninguém vê: quem garante que a prova digital não foi alterada?

A integridade da prova digital, essencial no processo penal moderno, depende de técnicas de rastreabilidade como o código hash. Embora o Brasil possua uma legislação avançada sobre a cadeia de custódia, a ausência de sanções claras para o descumprimento leva a uma jurisprudência inconsistente e dificulta a defesa.

  • A prova digital pode ser alterada sem deixar vestígios visíveis, tornando a rastreabilidade fundamental.
  • Normas internacionais e brasileiras (NBR ISO/IEC 27037) definem a aquisição e preservação de evidências digitais, usando o código hash para garantir a integridade.
  • A quebra da cadeia de custódia no Brasil, apesar da Lei 13.964/2019, carece de consequências legais claras, gerando insegurança jurídica.
  • O ônus de provar a adulteração recai indevidamente sobre a defesa, que muitas vezes não tem acesso à prova bruta.
  • A ausência de sanções efetivas para o descumprimento da cadeia de custódia transforma a lei em mero conselho.
    https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/a-cadeia-que-ninguem-ve-prova-digital-hash-e-o-silencio-das-consequencias/
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