O Judiciário também deve explicações sobre o poder de PCC e CV

Se o Executivo comanda o aparato repressivo, o Judiciário tem o poder de deixar crimes impunes e bandidos do PCC e do CV soltos.
O Judiciário também deve explicações sobre o poder de PCC e CV

O Judiciário também deve explicações sobre o poder de PCC e CV A expansão territorial e econômica de facções como PCC e CV no Brasil avança diante de um Estado com ‘miopia’ e ‘permissividade’. Críticas recaem tanto sobre o Executivo, que comanda o aparato ostensivo, quanto sobre o Judiciário e Ministério Público, que têm o poder de deixar crimes impunes e criminosos soltos. A hipergarantia e a leniência hermenêutica nos tribunais, exemplificadas pelo desmonte da Lava Jato, facilitam a volta de perigosos criminosos às ruas.

  • O crime organizado no Brasil expandiu suas atividades em território nacional, com críticas direcionadas tanto ao Executivo quanto ao Judiciário.
  • A responsabilidade pela falência no combate ao crime é dividida, pois enquanto o Executivo comanda o aparato ostensivo, o Judiciário detém o poder de deixar crimes impunes.
  • A hipergarantia levada ao paroxismo e a interpretação elástica da ‘ampla defesa’ contaminaram os tribunais, permitindo a soltura de criminosos de alta periculosidade.
  • O desmonte da Operação Lava Jato pelo STF gerou um subproduto jurisprudencial que beneficia tanto o colarinho branco quanto chefes de facção.
  • O enfrentamento da criminalidade complexa exige leis mais severas e, crucialmente, que o STF e tribunais superiores não esvaziem a vontade do legislador.
  • Há urgência na depuração interna contra a infiltração criminosa nas estruturas judiciais, com denúncias de negociação de sentenças.
  • O crime organizado no Brasil opera na intersecção entre alta política, mercado financeiro e tribunais. https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/renan-ramalho/o-judiciario-tambem-deve-explicacoes-sobre-o-poder-de-pcc-e-cv/
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