Pesquisadores querem retirar autismo nível 1 do espectro autista
Pesquisadores, incluindo nomes renomados, defendem que pessoas com autismo nível 1 devam receber um diagnóstico próprio.
Pesquisadores defendem que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode ter se tornado muito amplo, sugerindo a criação de um diagnóstico próprio para o autismo nível 1. A preocupação é que a diversidade de perfis dentro do espectro atual ofusque as necessidades de indivíduos com maior comprometimento. Mudanças no DSM-5 unificaram categorias, mas alguns especialistas acreditam que essa unificação pode ter perdido diferenças importantes, levantando debates sobre o futuro da classificação e seus impactos sociais e jurídicos.
- Pesquisadores propõem a criação de um diagnóstico separado para o autismo nível 1, fora do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
- A justificativa é que o espectro atual reúne perfis, capacidades e necessidades de suporte muito diferentes, perdendo utilidade científica.
- Especialistas como Dame Uta Frith e Simon Baron-Cohen questionam a unificação de categorias como a Síndrome de Asperger sob o TEA.
- A ampliação do espectro é vista por alguns familiares e cuidadores como ofuscadora das necessidades de pessoas com autismo profundo e deficiência intelectual.
- O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) passou por mudanças, unificando categorias no DSM-5 em 2013, com níveis de suporte.
- Uma nova edição do DSM é estimada para 2029-2030, e pode trazer mudanças na classificação do autismo.
- A criação de diagnósticos distintos levanta dúvidas sobre os impactos jurídicos e sociais, especialmente no Brasil, onde TEA confere direitos a pessoas com deficiência.
- A ideia de espectro autista, antes um consenso, agora é questionada por alguns pesquisadores que ajudaram a construí-la.
https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/pesquisadores-querem-retirar-autismo-nivel-1-do-espectro-autista/
Write a comment