Para atrair data centers, o Brasil precisa reaprender a planejar
Data centers exigem mais que incentivos fiscais: sem energia confiável, planejamento e integração regulatória, o Brasil perderá a corrida.
Um estudo da FGV revela que o Brasil necessita de uma agenda integrada, abrangendo tecnologia, energia, indústria e regulação, para competir na instalação de data centers. Para ser um hub digital, o país deve internalizar a cadeia de hardware, reconhecer a especificidade dos data centers no setor elétrico, ter um regime fiscal estável e coordenar agendas multissetoriais. A análise critica a dependência de fontes intermitentes e a negligência com a energia nuclear, propondo a criação de um grupo especial para planejar a agenda integrada.
- Para competir globalmente na instalação de data centers, o Brasil precisa integrar as agendas tecnológica, energética, industrial e regulatória.
- Líderes em hubs de dados combinam escala de capital, acesso elétrico previsível, energia firme e barata, e governança regulatória estável.
- O estudo da FGV propõe políticas industriais para hardware, reconhecimento estratégico dos data centers no setor elétrico, regime fiscal estável e coordenação regulatória.
- A proposta de um Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) falhou por não contemplar fontes como energia nuclear e gás natural.
- Data centers exigem eletricidade em grande volume e não podem depender de fontes intermitentes, voltando a atenção para energia nuclear e gás natural.
- O Brasil precisa superar a negligência com a energia nuclear e o abandono do planejamento econômico nacional.
- Sugere-se a criação do grupo Brasil Hub Digital – Setor Energia, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, para planejar a agenda integrada.
https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/lorenzo-carrasco/para-ter-data-centers-o-brasil-precisa-reaprender-a-planejar-e-integrar-agendas/
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