Suspensão de Gabriela Hardt no CNJ é continuação da “vingança dos corruptos”

Ao suspender Gabriela Hardt por ter homologado um acordo entre a Petrobras e o MPF, CNJ pune um magistrado por uma decisão tomada de boa-fé, ou seja, cria um “crime de hermenêutica”.
Suspensão de Gabriela Hardt no CNJ é continuação da “vingança dos corruptos”

A juíza Gabriela Hardt foi suspensa de suas funções por dois anos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por ter homologado um acordo que previa a constituição de uma fundação para o combate à corrupção com parte de dinheiro repatriado da Petrobras. O artigo defende Hardt, argumentando que a decisão do CNJ pune um magistrado por uma ação de boa-fé e que ela faz parte de uma perseguição a investigadores da Lava Jato. A matéria critica a inversão de valores que vitimiza corruptos e transforma em bandidos os que combatem a corrupção.

  • A juíza Gabriela Hardt foi suspensa por dois anos pelo CNJ por homologar acordo da Lava Jato com a Petrobras.
  • O acordo previa a criação de uma fundação com dinheiro repatriado para ações educativas de combate à corrupção.
  • O artigo critica a decisão, chamando-a de “crime de hermenêutica” e parte da “vingança dos corruptos”.
  • A decisão é vista como uma retaliação contra juízes e procuradores que atuaram na Lava Jato.
  • O texto argumenta que a suspensão de Hardt pune uma decisão tomada de boa-fé e que isso compromete o sistema judicial.
    https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/suspensao-gabriela-hardt-cnj-vinganca-corruptos/
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