Invocada para criminalizar a misoginia, alta de feminicídios é enganosa

Mais do que um crescimento real dos feminicídios, estatísticas refletem mudança na classificação dos crimes. Leia mais na Gazeta do Povo.
Invocada para criminalizar a misoginia, alta de feminicídios é enganosa

Especialistas questionam as estatísticas de feminicídio no Brasil em 2025, sugerindo que o aumento registrado pode ser resultado de uma mudança na classificação dos crimes em vez de um crescimento real dos casos. A queda no número total de mulheres assassinadas e o aumento da proporção de casos classificados como feminicídio desde sua criação em 2015 apontam para um aprimoramento no registro e tipificação, e não necessariamente para um aumento da violência. Essa reclassificação, segundo os especialistas, pode distorcer dados usados para justificar novas leis e políticas.

  • Especialistas argumentam que o recorde de feminicídios em 2025 no Brasil pode ser enganoso, refletindo mudanças na classificação dos crimes.
  • A queda geral no número de assassinatos de mulheres e o aumento percentual de casos classificados como feminicídio desde 2015 sugerem uma melhoria na tipificação e registro.
  • A subjetividade na definição de feminicídio, especialmente em casos que envolvem ‘menosprezo ou discriminação à condição de mulher’, dificulta a precisão dos dados policiais.
  • Especialistas como Franklin Weise e Fabricio Rebelo apontam que a metodologia de coleta e a elucidação inconsistente das circunstâncias do crime podem gerar ‘ruído estatístico’.
  • Roberto Motta considera a diretriz legal para diferenciar feminicídios de outros assassinatos como arbitrária e ideologicamente motivada, sem utilidade para a segurança pública.
  • Historicamente, estatísticas infladas têm sido usadas para justificar novas leis, como no caso da criminalização da homofobia, que se baseou em dados questionáveis.
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