Fim da 'taxa das blusinhas': encomendas internacionais saltam 120% em 1 ano
Formada em jornalismo pela Universidade Veiga de Almeida e com pós-graduação em mercado financeiro e de capitais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Passou pelo TradeNews antes de se tornar repórter da Revista Oeste.
Em junho, o Brasil registrou um aumento de 118% nas encomendas internacionais, totalizando 28,36 milhões, após a revogação da taxa de importação sobre compras de até US$ 50. Essa medida gerou divisões: enquanto a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia celebra a isenção como um avanço democrático no consumo, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo prevê impactos negativos nas vendas do comércio nacional. A situação ainda será definida pelo Congresso Nacional e pelo Judiciário, mas a tributação sobre encomendas internacionais de até US$ 50 voltará em 2027 com a Contribuição sobre Bens e Serviços.
- O número de encomendas internacionais no Brasil cresceu 118% em junho, comparado ao mesmo mês de 2025, após a revogação da taxa de importação para compras de até US$ 50.
- A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) defende a isenção como um avanço para a democratização do consumo, enquanto o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) alerta para a retração nas vendas do comércio nacional.
- O fim da taxa, anunciado por Medida Provisória, está sujeito à aprovação do Congresso Nacional; caso contrário, a cobrança pode ser restabelecida em setembro.
- A partir de 2027, uma nova tributação sobre encomendas internacionais de até US$ 50 será implementada com a Contribuição sobre Bens e Serviços, com alíquota a ser definida.
- O debate envolve a isonomia tributária entre empresas nacionais e estrangeiras, com frentes parlamentares e o IDV defendendo um tratamento igualitário.
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