Dois intelectuais franceses se rebelam contra a eutanásia
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Michel Houellebecq e Laurent Frémont criticam a aprovação da lei de ajuda ativa para morrer na França, argumentando que ela representa uma rejeição da última exceção criada pela civilização: o leito de morte. Eles comparam esse ato a um suicídio civilizacional, onde a morte e a agonia são ocultadas e o moribundo é eliminado em vez do problema ser resolvido. A lei, disfarçada de autonomia e compaixão, é vista como uma forma de contabilidade e uma renúncia ao cuidado com os mais frágeis.
- A lei de ajuda ativa para morrer na França é criticada como um ato de “descivilização”.
- A civilização criou um “sistema de exceções”, e a lei rejeita o leito de morte, a última exceção.
- A eutanásia oculta a agonia e elimina o moribundo, em vez de resolver o problema da morte.
- A linguagem usada para descrever a eutanásia é edulcorada, mudando o nome de atos como matar para “acompanhar”.
- A lei é vista como uma renúncia ao cuidado com os mortos e moribundos, que dá nome à humanidade (humanitas provém de humare).
- A liberdade de morrer, quando transformada em serviço público, muda de natureza e se torna uma morte programada e homologada.
- A aprovação da lei representa a extinção da última exceção civilizacional.
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