Muito barulho e pouco dinheiro
Falta crédito para o agro, apesar de toda a propaganda sobre o Plano Safra
O Plano Safra, anunciado como principal política de apoio ao agronegócio brasileiro, é criticado por sua insuficiência, uma vez que a maioria dos recursos são empréstimos bancários e apenas uma pequena parcela é subsidiada pelo Tesouro Nacional. Apesar de o governo ter destinado R$ 400 bilhões para o programa em 2024, apenas R$ 6 bilhões foram efetivamente investidos em subsídios, um valor significativamente menor em comparação com potências como China e EUA. Especialistas apontam a necessidade de maior investimento em subsídios e seguros rurais para garantir a segurança alimentar e a competitividade do setor.
- A maior parte dos recursos do Plano Safra provém de empréstimos bancários, com apenas 15% subsidiados pelo Tesouro Nacional em 2024.
- O governo destinou R$ 400 bilhões ao Plano Safra, mas investiu apenas R$ 6 bilhões em subsídios diretos.
- Potências como China e EUA investem significativamente mais em subsídios agrícolas do que o Brasil.
- O Brasil não prioriza o agronegócio como infraestrutura crítica, ao contrário de EUA, China e União Europeia.
- A demanda por crédito no setor agrícola atende apenas um terço das necessidades, mesmo com o crédito ofertado.
- O seguro rural no Brasil é subutilizado, com menos de 5% da área cultivada segurada, comparado a 85-90% nos EUA.
- Há uma proposta de transição do modelo de subsídios a juros para subvenção do seguro rural, mas o governo tem reduzido a verba para este fim.
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