Investigação dos EUA eleva tarifa contra o Brasil para até 37,5%
Governo do Brasil responde dizendo que assinou 66 acordos internacionais contra trabalho forçado; já os EUA, apenas 10.
Os Estados Unidos impuseram uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, elevando a taxação total para até 37,5%, em resposta a uma investigação sobre suposto trabalho forçado. O governo brasileiro considera a medida arbitrária e injustificada, afirmando que o país cumpre rigorosamente as normas internacionais contra trabalho forçado e que acionará a OMC. A decisão, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, ocorre apesar de o Brasil ter cooperado com a investigação, fornecendo informações sobre sua legislação e fiscalização.
- Os EUA adicionaram uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, elevando a taxação total para até 37,5%.
- A medida foi justificada pelos EUA com base em uma investigação sobre suposta importação de produtos com trabalho forçado.
- O governo brasileiro classificou a decisão como arbitrária e injustificada, alegando falta de base legal e manipulação de um tema sensível.
- O Brasil afirma ter colaborado com a investigação e destaca seu histórico de compromisso com o combate ao trabalho forçado, citando a ratificação de 66 convenções da OIT, em contraste com as 10 ratificadas pelos EUA.
- O governo brasileiro acionará a Lei de Reciprocidade e levará o caso ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC.
- Produtos como café, carne bovina, laranja, mel orgânico, açaí e terras-raras foram mantidos em lista de exceções e não serão taxados.
- A investigação foi aberta em julho de 2025 e é resultado da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza sanções comerciais contra práticas desleais.
- Apesar das tarifas, os EUA afirmam que as negociações não estão encerradas e que o país permanece aberto a discutir mudanças.
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