FMI recomenda fim de socorro do FGC a bancos em crise
Jornalista formada pela Universidade Federal de Mato Grosso, com extensão em jornalismo econômico pela Fundação Getulio Vargas. Atuou no jornal O Estado de S. Paulo. É repórter de Oeste em São Paulo.
O FMI recomendou ao Brasil a eliminação do mecanismo que permite ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) oferecer assistência financeira a bancos em funcionamento, pois essa prática pode expor o patrimônio do fundo a riscos elevados. O organismo internacional também sugeriu o fortalecimento da estrutura financeira do FGC, propondo a criação de uma fonte pública de financiamento para emergências e priorizando os depositantes em casos de recuperação de valores. Apesar das recomendações, autoridades brasileiras defenderam a manutenção do mecanismo, argumentando que ele complementa outras medidas de liquidez e protege o sistema financeiro.
- O FMI recomenda que o Brasil elimine a assistência financeira do FGC a bancos em funcionamento.
- A medida visa proteger os depósitos dos clientes e evitar riscos elevados ao patrimônio do FGC.
- O relatório sugere fortalecer a estrutura financeira do FGC com uma fonte pública de financiamento para emergências.
- Recomenda-se que a legislação priorize depositantes segurados e o próprio FGC na recuperação de valores de instituições liquidadas.
- O Banco Central (BC) também deve ter autonomia orçamentária, maior proteção jurídica para servidores e reforço nas equipes de supervisão.
- A recomendação ganhou repercussão após a crise do Banco Master, que recebeu R$ 5,7 bilhões em suporte financeiro.
- Autoridades brasileiras divergiram do fim da assistência a bancos em operação, defendendo o mecanismo como protetor do sistema.
- O FMI reconheceu a solidez do sistema financeiro brasileiro e que a liquidação do Banco Master não afetou a estabilidade do setor.
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