Relatório final: avião da Voepass não deveria sequer ter decolado
Documento aponta 19 falhas técnicas, operacionais e regulatórias por trás da queda que matou 62 pessoas em Vinhedo.
O relatório final do Cenipa sobre o acidente do voo 2283 da Voepass concluiu que a aeronave não deveria ter decolado devido à previsão de gelo severo. Apesar de falhas recorrentes no sistema de degelo e alertas ignorados, os pilotos mantiveram a altitude e não seguiram os procedimentos de segurança obrigatórios. Uma cultura de normalização de desvios na empresa e falhas regulatórias contribuíram para a tragédia.
- O avião da Voepass não deveria ter decolado devido à previsão de gelo severo e falha no sistema de degelo.
- Pilotos ignoraram múltiplos alertas de baixa velocidade e desempenho degradado, não seguindo procedimentos de segurança.
- O sistema Airframe De-Icing apresentou falha nos três voos anteriores, mas os problemas não foram registrados no diário de bordo.
- O excesso de gelo causou perda de sustentação, desconexão do piloto automático e estol impossível de reverter.
- O relatório aponta uma “cultura organizacional de normalização de desvios” na Voepass, com manutenção inadequada e comunicação informal sobre falhas.
- A fiscalização da Anac foi considerada insuficiente para impedir a degradação da segurança.
- Foram identificados 19 fatores técnicos, operacionais, organizacionais e regulatórios que levaram à tragédia.
- A Anac analisará o relatório para propor recomendações e aprimorar a segurança da aviação civil.
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